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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Independência

Há vinte dias atrás, a Gigi acordou, virou para mim e falou: "mamãe, vou jogar minha chupeta fora... não sou mais nenê..."
eu insisti um pouco para ela pensar bem... mas ela estava tão decidida que acabei incentivando... lógico que depois peguei e guardei... ela pediu um pouco, mas falei que foi no caminhão do lixo, que era para ela pedir pro anjinho procurar no lixo... que pena, o anjinho ainda não conseguiu achar... mas ela já parou de pedir... uma difícil etapa vencida (e de uma maneira surpreendentemente fácil)
Contei essa história porque cada dia que passa ela me surpreende mais com sua independência... agora é ELA que escolhe a roupa, o sapato, a meia e até a calcinha que vai usar;
é ELA que corta e passa manteiga e requeijão no seu pão;
é ELA que coloca pasta de dente na sua escova;
é ELA que limpa até nº2 sozinha;
ela só quer comer em prato de vidro;
ela sobe e se prende sozinha na cadeirinha do carro...
Tô vendo que se eu piscar ela vai virar prá mim e dizer: "pode dormir tranquila, mãe... é só uma festinha na casa da minha amiga, até as três eu tô de volta...."
Acho que ainda não estou preparada para isso...
Abraços

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Primeira benzetacil

"Pai, hoje, depois de mais de trinta anos, entendi seu sentimento naquele dia que você me levou tomar aquela injeção que eu te olhei lavada de lágrimas e falei: viu, pai, nem chorei..."

Hoje tivemos que levar a Gi tomar sua primeira benzetacil...
Com certeza a dor física que ela sentiu não foi nem um milionésimo da dor na alma que eu e o Giovanno sentimos ao vê-la gritando e se contorcendo de dor enquanto tomava sua injeção...
Já a levamos tomar várias injeções, uma vez que sua carteira de vacinas está completinha... mas nada se compara a dor de uma benzetacil...
E essa dor não termina quando acaba a picada... coitadinha... e nem a nossa... ficamos com o coração despedaçado ao vê-la caminhar em passinhos bem pequenininhos, mancando e com a mãozinha no bumbum no lugar da picada... ao vê-la se sentar com muito cuidado, meio de ladinho...

Filha, desculpa... nós só queremos o seu bem... um dia você vai entender... te amamos!!!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Tudo de novo...

Ai ai...
Estou sofrendo de novo...
Adaptação da Laura na escola... vou voltar a trabalhar...
Ontem foi seu primeiro dia... até que foi bem... ela não chorou, brincou, comeu...
Confesso que fiquei até um pouquinho chateada, porque achei que ela ía se matar de chorar, de sentir minha falta... que nada... só chorou na hora da fome...
Mas hoje as coisas já não eram a mesma novidade de ontem... então o choro, meu velho conhecido, apareceu...
Como é difícil saber o que fazer nessa hora... devo ir lá socorrê-la? (afinal ela pode pensar que eu a abandonei), devo deixar chorar? (afinal ela vai ter que acostumar)
Como mãe não pensa com a cabeça, mas com o coração, não aguentei o choro e fui socorrê-la...
Sinceramente minha vontade é de largar prá lá o emprego, só para não vê-la sofrer... mas sei que será bom para ela ir para a escola, foi para a Gi...
É que essa fase é muito difícil... Por que a gente tem que sentir tanta culpa? Por que mãe não é como pai, que vai trabalhar desde que o filho tem dias e não sente culpa nenhuma em deixá-lo? Será que essa culpa está no DNA de mãe?

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O relógio do tempo não para...

Esse final de semana foi a festa de aniversário da Gigi... 3 ANOS!!!
Estava olhando para a minha pequena, que já escolheu, ela mesma, o tema da sua festa - Moranguinho - que já escolhe as roupas que vai usar, que já come sozinha, já vai no banheiro sozinha, quer andar sem dar a mão, já fala as palavras corretamente, já sabe o abecedário, os números até 50, algumas palavras em inglês...
Está crescendo... é o natural... não temos o que fazer...
E vai dando uma sensação ao mesmo tempo de dever cumprido e de saudade... saudade do tempo que ela precisava do nosso apoio para caminhar, ainda usava fraldas, falava tudo de uma forma deliciosamente errada...
E esse sentimento se aflorou de uma forma muito mais intensa em mim depois da festa.. porque vi uma prima minha - Mônica, é você - às voltas com suas duas filhas já adolescentes... e lembrei de quando as duas nasceram, de quando eram pequenas, das brincadeiras que fazíamos, das horas que elas ficavam mexendo nos meus cabelos... nossa... foi ontem... e agora estão aí... namorando e cuidando das minhas filhas...
Deu um medo... Medo de não estar presente o tempo suficiente ao lado das minhas filhas, de não curtir as suas infâncias ao máximo, de perder coisas da vida delas...
A Gi já tá com 3 anos, a Laura com 9 meses... será que eu fiz tudo o que poderia ter sido feito? será que falhei em alguma coisa?
Espero chegar na adolescência das minhas filhas e olhar para trás sem esse medo de ter perdido elas...
Filhas, amo vocês!!!

domingo, 29 de agosto de 2010

Crescer dói

Quando nossos filhos nascem, infelizmente, não recebemos o "Manual da mãe/pai". Então temos que aprender... E o fazemos com exemplos de amigos/familiares, com o que lemos na internet/revistas/livros, com as orientações do pediatra, os 'pitacos' das avós, e o meio mais importante e comum: na "raça", no dia-a-dia, vivenciando as situações - o "vivendo e aprendendo".
Mas não é sobre isso que quero falar...
Então por que iniciei assim?
É que fui levada por essas coisas que a gente lê e ouve...

"mamadeira muito tempo faz mal pros dentes, devemos tirá-la o quanto antes"

Acreditando nisso, resolvi que 3 anos seria a idade limite para que a Gigi fizesse uso da sua tão querida "dêdê".
Mas como tirar delicadamente, sem causar traumas?
Resolvi inventar uma estória bonitinha e legal (a meu ver): quando a criança faz 3 anos, vira mocinha, então a Fada Mocinha vem e tráz um copo com canudo (o dela é todo rosa com a Minnie) e leva a dêdê para "a menina que não tem dêdê"... parecia o plano perfeito....
Ontem, dia do seu aniversário, antes dela acordar, coloquei o copo na cama dela e quando ela acordou, achou-o.... ficou feliz da vida... tomou água e suco o dia todo no copo... legal, estava dando certo... no meio da tarde levamos a dêdê para o quintal para que a fadinha pudesse levá-la embora, ela se despediu, deu um beijinho... tudo certo...
Chegada a hora de dormir, eu esperava um pouco de manha pela falta da dêdê, mas não contava que ela não ía querer de jeito nenhum tomar o leite no copo... ficou pedindo a dêdê com uma cara de coitadinha, um jeitinho de cortar o coração... não cedi...
Hoje de manhã, nova recusa pelo leite no copo... e a cara de coitadinha piorou... mas tomou água e suco normalmente no copo...
Nova tentativa a noite... nada feito... a cara de coitadinha triplicou... sei o quanto ela estava sentindo falta do leitinho na dêdê, o quanto isso estava "doendo" dentro dela... mas eu não podia simplesmente surgir com a mamadeira... afinal a fadinha tinha levado embora...
Não aguentei, peguei outra mamadeira e dei para ela...
Acho que ela ainda não está pronta para esse passo no crescimento... quando doer menos, tentamos de novo...

sábado, 3 de julho de 2010

Despedida

Estou em clima de despedida... na contagem regressiva...
É que meu leite está secando...
Toda mamada que consigo dar para a Laurinha eu curto até a última gota, porque sempre acho que pode ser a última...
Amamentar para mim sempre foi um ato de muito prazer... é uma entrega de muito amor... nós, mães, precisamos nos doar muito, porque amamentar exige muito de nós, nos torna, de certa forma, prisioneiras do relógio biológico daquele pequeno ser ávido por nosso seio... mas mesmo assim, para mim, sempre foi um momento de muita paz, de muito amor... eu adorei olhar nos olhinhos das minhas duas filhas enquanto elas sugavam com força com suas pequenas linguinhas fazendo um vácuo no bico do meu peito, adorei segurá-las num abraço a cada mamada... aquele barulhinho de engolir ar de quem está aprendendo sua primeira lição... são lembranças que ficarão para sempre guardadas num lugarzinho muito especial dentro de mim...
Confesso que estou um pouco triste, apesar de saber que fiz o que pude para prolongar a amamentação...
Agora minha princesinha está experimentando novos sabores...

Está crescendo....

Abraços

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Antes que elas cresçam...

Achei esse texto lindo....


"Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.
É que as crianças crescem.
Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença.
Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.
Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente.
Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal?
Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas.
Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração.
Pois ali estamos, depois do primeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira plástica e o casamento recomposto. Essas são as filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas.
E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros.Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.
Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Só nos resta dizer “bonne route, bonne route”, como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela.
Deveríamos ter ido mais vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens, posteres e agendas coloridas de pilô.
Não, não as levamos suficientemente ao maldito “drive-in”, ao Tablado para ver “Pluft”, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo o nosso afeto.
No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos.
Agora é hora de os pais na montanha terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto. Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam."
Affonso Romano de Sant'Anna

terça-feira, 9 de março de 2010

Depressão pós-parto

Vou começar esse relato com um texto retirado do site da Revista Crescer sobre o problema...

"Quando você decide ter um filho, a expectativa é grande para saber como é o rostinho dele, se está saudável ou com quem parece. É a realização do seu sonho. Mas, de repente, você começa a se sentir triste, angustiada, com muita facilidade de chorar por coisas que antes não te comoviam. Esse sentimento é chamado “baby blues” (ou depressão pós-parto num estágio bem leve). E é inerente à mulher. “Toda mãe depois do nascimento do bebê tem uma série de alterações hormonais, o que faz com que ela alterne momentos de tristeza e alegria”, diz Alessandro Danesi, pediatra do Hospital Sírio-Libanês (SP). É mais comum quando é o primeiro filho do casal, pela insegurança com os cuidados do bebê, mas isso não quer dizer que essa oscilação de humor não possa surgir com os próximos filhos. Mas há aquelas mulheres que têm um quadro de depressão pós-parto mais acentuado. Ela não tem vontade de fazer nada, só sente tristeza, e tudo o que queria era sumir daquela situação. Esse estágio merece cuidado e intervenção rápida de um especialista. Uma pesquisa realizada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) mostra que mães com sintomas de depressão pós-parto têm mais chance de deixar de amamentar o bebê antes do tempo. Isso é verdade. Antes de chegar a esse estágio, há muito o que fazer. E ninguém precisa se sentir culpado por estar assim, justamente no momento em que o bebê chegou. Há terapias e, inclusive, medicamentos que podem ser tomados mesmo durante a amamentação. Além da culpa dos hormônios, se a mulher já tem tendência a ser deprimida, a chegada do bebê pode ser o gatilho para que a depressão apareça. Esse sentimento geralmente surge quando a mulher chega em casa, e não tem mais a assistência de enfermeiras, médicos. Nos primeiros dias o bebê pede ainda mais atenção durante à noite, e isso faz com que a mãe se sinta cansada, piorando a sensação de angústia. É aí que entra o apoio da família. O papel dos médicos Ainda no pré-natal, os pais devem ser preparados psicologicamente pelo obstetra sobre a dificuldade que existe no começo. A ida ao pediatra ainda na primeira semana é fundamental. Mais do que tranqüilizar o casal sobre a saúde do bebê e tudo o que pode acontecer com ele, como o soluço, o espirro, dicas de aleitamento, é hora de conversar com o pai sobre a colaboração e paciência que ele precisa ter nesse começo, tanto com a mãe quanto com o bebê. “Elas precisam descansar, se alimentar, passear. E não têm de se sentir piores porque estão se cuidando”, diz Alessandro. Ficar um mês em casa somente atendendo às demandas do bebê estressa a mulher. Aceite a ajuda do companheiro e da família porque é normal a mulher se atrapalhar com a maternidade. “O maior erro da família é mudar o dia-a-dia em função do bebê. O filho nasce para se juntar à vida dos pais”, diz Alessandro. Essas medidas são simples e importantes no combate à depressão. Depois do primeiro mês, a mulher já se sente melhor. O casal mais adaptado com o bebê, e ele aos pais."

Na minha primeira gravidez eu nem sonhava que passaria por esse tipo de problema... afinal foi uma gravidez planejada, esperada, sem nenhuma intercorrência relevante, feliz... depois que a Gigi nasceu eu a amava muito... mas não tinha muito contato com ela... só o estritamente necessário - trocar, dar de mamar, colocar no berço - não tenho muitas fotos com ela nesse período, não tenho muitas lembranças de chamegos com ela... lembro dela no berço... no carrinho... e lembro muito de mim chorando, não querendo sair de casa, não podendo nem pensar em alterar a nossa rotina... sentimentos muito fortes... descobri por acaso numa tarde em que estava dormindo e de repente acordei numa crise de choro sem motivo nenhum... estava feito o diagnóstico - depressão. Comecei a tomar remédio e aos poucos tudo foi melhorando.. mas voltar ao normal mesmo, demorou quase um ano...
Fiquei com medo de passar novamente pelas mesmas emoções e sentimentos ruins... não podia nem ouvir falar em ter outro filho.. mas os dias foram passando, tudo voltou ao normal... e a vontade de proporcionar para a Gigi a alegria de conviver com um irmão me fez voltar atrás na decisão e engravidar... mas durante os primeiros meses fiquei meio receosa... mas todos diziam que eu não teria nem tempo de ter depressão... sinceramente, acreditei... mas com 10 dias de pós-parto da Laura, quem reaparece na forma de crise de choro sem motivo? esse monstro chamado depressão...
Não queria acreditar que passaria por toda aquela montanha-russa de sentimentos novamente, mas estou passando... dessa vez, estou mais consciente e estou me forçando a fazer algumas coisas que não fiz na vez passada, para tentar, quem sabe, fazer passar mais rápido... estou, também, tentando curtir mais minha filha, para não ficar com o sentimento que fiquei na outra vez... mas tem dias que é difícil.. que não queria ter minhas filhas e nesse dia o sentimento de culpa me consome.. porque eu amo as duas, elas são minha razão de viver... já chorei muito... espero que essa fase tenha passado...
Quero, com esse meu relato, alertar sobre esse problema... e se você estiver passando por isso, calma, procure ajuda médica e fique com uma certeza... isso passa...
beijos

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

1 mês de Laurinha em minha vida

Bom, prá começar vamos falar do parto (porque não falei nada até agora e tem várias pessoas me perguntando)... foi ótimo até o momento da cesárea... de verdade, ADOREI o parto normal, teria mais um monte de filhos se tivesse certeza que os partos seriam assim, mas como tive duas cesáreas, não posso mais ter o normal, dessa forma, "fechei a fábrica"... dói, mas é uma "dor boa", difícil explicar isso... é uma dor que dá prazer.. sei lá... depois que ela passa fica uma sensação boa...

Comecei a ter contrações a 1 da manhã da quinta (10/12) para a sexta-feira (11/12)... passei a noite toda assim, era uma dor forte que vinha e ia, mas bem descompassada, bem irregular... de manhã liguei para a obstetra que disse para esperar em casa até que elas ficassem regulares e com intervalos de mais ou menos cinco minutos entre elas...
Eu tinha um exame para fazer as duas da tarde da sexta.. ela disse para ir fazer... no caminho pro exame as contrações ritmaram de 3 a 5 minutos, ficaram FORTES... fiz o exame e fui pra maternidade... cheguei por volta de 4 da tarde, me examinaram e internaram... oba!!!a Laurinha ía nascer, mas a obstetra disse que provavelmente seria na madrugada do sábado (12/12 - o Gio adorou, porque ele queria que nascesse nesse dia, por causa da "sonoridade" da data - confesso que não acreditei muito nessa previsão dela)... eu estava tão feliz, ía ter meu parto normal... as dores são fortes... tem horas que vc quer bater em alguém... mas dá para aguentar.. a felicidade de ter chegado até ali como eu queria, a vontade de ver a carinha dela, compensava tudo... por volta de 8 da noite me colocaram numa banheira de hidromassagem e em mais ou menos uma hora, quase sem dor (a hidro ameniza MUITO) passei de 5 para 7 cm de dilatação... nesse momento pude receber a anlgesia... daí foi só maravilha... mas um saco, porque vc está na cama, sem poder fazer mais nada, só esperando a natureza agir.. as contrações continuam, mas vc não sente mais a dor, só o endurecer da barriga... lá pelas 3 da manhã cheguei nos tão esperado 10 cm de dilatação.. daí foi começar a fazer força.. a analgesia tava quase passando, e isso é importante porque vc consegue sentir a hora de fazer a força, mas vc não tá mais nem ligando para a dor.... e dá-lhe força força força... não sei dizer quanto de força eu fiz, porque nessa hora eu já tava bem cansada e não tinha muito mais noção de tempo.. mas lembro perfeitamente do momento que a obstetra pegou o fórceps... com muita dificuldade colocou e dá-lhe mais força força força.... então, ela montou um porta-agulha e começou a suturar o corte da episiotomia... nesse momento ela não precisou me falar nada... eu já sabia o que estava acontecendo... não queria acreditar... tinha vontade de chorar, de pedir para ela tentar mais um pouco... mas nem as lágrimas nem as palavras saíam de mim... foi quando ela disse:" Carlinha, não deu, vamos ter que ir prá cirurgia, ela tá muito presa e vai começar a ser perigoso para ela". Eu não tinha o que fazer... fui... rapidinho me prepararam, reanestesiaram e começaram a cortar.. nessa hora, o Giovanno entrou na sala.. e eu desabei a chorar... ficou uma sensação de fracasso.. sei que fomos até onde deu, que eu fui guerreira, afinal, contra todos, esperei até as 40 semanas e 5 dias, fui até o fim do parto normal, mas complicações alheias ao nosso controle impediram sua realização... mas queria ter sentido minha filha saindo de mim... as 4 e 35 da manhã escutei minha princesinha chorando, e só me tranquilizei quando a pediatra veio me dizer que o Apgar dela foi 9 e 10... pronto... estava tudo acabado, minha lindinha estava bem, era o que importava... os dias que se seguiram foram de uma recuperação física e psicológica que eu já conhecia... a cesárea é uma M... eu odiei na primeira e odiei mais ainda na segunda, não vou mentir, nem florear, dói prá caramba, e tem o problema de já ter uma filha, que quer colo, quer chamego, quer que você abaixe e levante, pule, dance, brinque...
Hoje faz um mês que ela nasceu... já engordou 1,2kg a custa de muito leite materno, está "redondinha"... hehe.. me sinto a Mimosa... mas sou muito feliz por poder amamentar minha filhotinha, adoro esse nosso momento.
Abraços

sábado, 12 de dezembro de 2009

Laura nasceu!!!

Chegou, de cesárea (argh!), as 4:35, de hoje, pesando 2,845kg e medindo 48,5cm, a mais nova princesa do meu castelo...

Laurinha, minha filha querida, seja bem-vinda... Que Deus te dê bastante saúde.. o resto a mamãe e papai se encarregam de promover...

Te amamos!!!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Tá chegando...

Faltam poucos dias para conhecer essa pessoinha que tanto (e gostosamente) se mexe dentro de mim...

Achei que, como seria a segunda, toda aquela ansiedade do nascimento da primeira filha não existiria... me enganei totalmente... quanto mais vai chegando perto da data prevista para o parto, maior é a ansiedade... e tô começando até a achar que está maior agora do que no outro parto... porque esse VAI SER NORMAL e tenho sentido várias coisas que não senti na vez da Gigi e toda hora acho que "chegou a hora" (mas não sou de alarmar ninguém)... e tem a expectativa de ver como a Gigi vai receber a irmãzinha, que ela tanto beija na barriga... se eu vou ser uma boa "mãe de duas"...
Os dias que eu ficar na maternidade serão os primeiros que dormirei longe da minha Gigi... fico pensando na saudade que sentirei dela... será que vou sentir "culpa" por ter que dar atenção para a Laurinha? mil pensamentos povoam a minha cabeça... as pessoas que me conhecem dizem que sou igual peru, que sofre de véspera... talvez dê tudo certo mesmo... e torço para isso... mas eu sempre avalio as possibilidades das coisas darem errado.... assim não sou pega de surpresa e já vou pensando na solução... mas realmente sofro com essas possibilidades que muitas vezes não ocorrem... ou seja, sofri a toa... mas não consigo ser diferente...
Na verdade eu só quero que a minha família seja feliz...
Abraços

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Pensamento positivo

Ontem foi o dia de fazer a transfusão.... eu olhava para aquela bolsa de sangue pendurada no suporte... pingando... pingando... pingando dentro de um "caninho" que estava conectado no MEU braço... e sabe que não acreditava que isso era real... não sei explicar... mas eu dizia para mim mesma: "meu Deus, EU estou recebendo sangue de outras pessoas..." a gente vê essas coisas em filmes, novelas, documentários e até com amigos/parentes... e nunca acha que vai passar por isso... tem horas que é tão bom ser leiga, não saber o que pode dar errado... na hora de dar apoio para alguém é tão fácil... as palavras "vai lá; faz mesmo; vai dar tudo certo; é o melhor que se tem a fazer" saem da nossa boca de um jeito fluente, seguro... mas quando a coisa é com a gente, é tão difícil acreditar nessas mesmas palavras...

Bom, mas está feito... e acho que fiz a coisa certa...

Obrigada a todos que me apoiaram...


Especialmente aos dois que "estão" nessa foto comigo e estiveram do meu lado nesse momento: meu marido (que está tirando a foto) e minha filha...



Abraços

domingo, 8 de novembro de 2009

Filha, escolhi VOCÊ!!!

Hoje estou me sentindo MÃE no sentido de amor e entrega mais profundo que essa palavra pode alcançar...

Durante algumas semanas me vi num dilema muito grande... mas foi nesses dois últimos dias que isso alcançou seu grau máximo, pois a decisão que me consumia tinha que ser tomada de uma vez por todas...

Tenho um tipo de anemia hereditária, "presentinho" da mamãe, que provavelmente vou dar para minhas filhas (desculpem, não tenho controle sobre isso, assim como minha mãe também não teve...), chamada talassemia menor... não vou entrar em detalhes, só nomear o problema.
O fato é que essa anemia está dificultando o crescimento da minha pequena Laura, deixando ela sem o oxigênio necessário para seu pleno desenvolvimento...

A solução: uma transfusão sanguínea...

E é aí que entra o dilema... Faço o procedimento, correndo um pequeno, mas real, risco de adquirir alguma doença... ou deixo que minha filha termine seu desenvolvimento com pouco oxigênio, correndo o risco de ter alguma sequela???

Foram muitas horas distribuídas entre manhãs, tardes, noites e, principalmente, madrugadas pensando nisso...

Quem seria a minha prioridade: eu ou minha filha?? Meu Deus... que decisão difícil de tomar...
Mas chegou a hora... porque se eu demorar um pouco mais, não vai adiantar nada fazer a transfusão...

Decidi fazer...

Estou com medo, não vou negar, MUITO medo... medo que alguma eventual doença não me permita acompanhar o desenvolvimento das minhas filhas (razões da minha vida), mas acho que o medo de ver alguma sequela na minha Laurinha seria maior...

Espero que Deus esteja olhando por mim e me proteja...

E, por coincidência, recebi, hoje, um texto por e-mail que, entre outras coisas diz: "Mas, maternidade é isso, é doar-se incondicionalmente em todas as circunstâncias, é abdicação, é força de vontade e determinação para cuidar daqueles que tanto desejamos trazer para este mundo."

Talvez seja um aviso de que tudo vai dar certo... e me fez ter mais certeza de que fiz a escolha certa...

Abraços

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Mulher de fases

É assim que posso definir minha pequena ultimamente...

Ai ai.... ela está passando por várias fases ao mesmo tempo: a fase de se jogar no chão e chorar/gritar; a de tacar as coisas longe; de bater nas coisas como parede, sofá, cadeira, chão,etc; de bater em mim e no Giovanno; de fazer xixi/coco na calça (só em casa porque na escola ela pede); de querer fazer tudo SOZINHA; de querer meu colo; de dar beijo e abraço; de fazer arte e pedir "dipupa" (ela descobriu que falando essa 'palavrinha mágica' o mundo dela fica melhor, então ela nem acabou de aprontar já tá pedindo desculpa, espertinha...); de querer ir todo dia no "guegagoi" (acionando a tecla SAP: escorregador) do "Parque da Ponte" (e só serve esse)... etc, etc, etc...
Sei que são fases e por isso mesmo não são para sempre, já já passa... mas tem umas que são dureza de passar... e o pior, quando essas acabarem com a Giovanna, recomeçarão com a Laura... Bom, mas EU escolhi ter filhos, agora eu que aguente... afinal, toda mãe passa por isso... e passa... hehe
beijos

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Tudo normal de novo....

O texto anterior foi um desabafo de quem estava MUITO chateada com toda a situação, de quem estava com MUITO remorso por ter perdido a calma, por não ter conseguido ser o "porto-seguro" que um filho busca... sabe, só depois que eu já estava no meio do furacão, quando já não havia mais volta é que consegui ter essa dimensão, de que EU devia ter amparado minha filha e não deixado ela mais perdida... por isso a RESSACA, foi "ressaca moral", dessas que a gente tem quando faz alguma coisa que podia ter evitado, tipo peso na consciência mesmo, de não ter entendido que ela precisava de mim... e isso dói... mas ela tem só DOIS anos, e é também SÓ esse tempo que EU sou mãe... tenho MUITO que aprender... mas aprendo... com certeza isso não voltará a acontecer com ela, e provavelmente nunca acontecerá com a Laura... (Agradeço MUITO aos ensinamentos da minha mãe, da minha irmã e da tia Ju nesse episódio. Obrigada, vocês me ajudaram bastante).

Parece que "achamos o caminho" para conter seus acessos de horror.. é só ela começar a se jogar e gritar que tiramos um brinquedo... ela para na hora.. e depois de um tempo falamos que ela está merecendo e o brinquedo volta...

E para redimir minha princesa daquela "noite de fúria" venho contar que ela está mais doce e meiga do que nunca... tem nos abraçado e beijado váááárias vezes espontaneamente, tem obedecido quase sempre (quase, porque afinal ela é criança e a teimosia faz parte dessa fase)...

Princesinha da mamãe...
Desculpe pelo meu erro...
Você é MINHA VIDA!!!!
TE AMO!!!!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Ressaca de filha

Estranho dizer isso, não?
Mas hoje estamos, eu e o Giovanno, com RESSACA DE FILHA...
Nossa... Ontem não reconhecemos a nossa princesinha... e como para toda ação existe uma reação, não nos reconhecemos também...
Desde que ela entrou nessa escola e mudou o ritmo de vida dela que notamos uma certa irritabilidade... mas achamos que era adaptação... há umas duas semanas ela começou a dizer que não queria ir prá escola, mas como coincidiu com a estada do meu sogro/sogra em casa, imaginamos que ela não quisesse deixar os avós que ela vê tão pouco... também tenho pego ela todos os dias chorando na hora da saída... cada dia ela inventa um motivo para o choro, mas nada consistente, apenas coisas como: "estou chorando porque a cadeira é verde..."
Ontem, porém, ela ultrapassou todos os nossos limites...
Como de costume levei-a a escola, mas com uma novidade, ela estava sem fralda (estamos tirando e ela está aceitando bem aqui em casa)... dei as orientações que achei necessárias para as professoras e, depois de um pequeno resmungo, ela ficou super bem, brincando "com os amigos", como ela mesma diz...
Busquei-a no horário normal, ela veio com um machucado perto do olho, segundo a professora ela puxou uma cadeira com força e acabou batendo ali, mas sem maiores problemas... ela contou coisas que fez na aula e dormiu no trajeto até em casa, como sempre...
Chegando em casa eu a coloquei no sofá para terminar de descansar um pouquinho (deixo ela dormir uma meia hora)... então ela acordou sozinha chorando e me chamando... fui... ela estava encharcada de suor e eu segeri um banho, ela aceitou... chegando no banheiro, ela desistiu, disse que não queria (como sempre faz, mas eu a coloco mesmo assim, até porque dessa forma ela acorda, e ela sempre acaba parando de chorar e brincando com os brinquedos que ponho para tomar banho com ela) e começou a chorar, coloquei-a no box e dei o banho, com ela aos berros, nem os brinquedos adiantaram... mas pensei que ía parar enquanto secava, não parou... pensei que ía parar enquanto trocava,não parou... pensei que ía parar enquanto conversava com ela tentando acalmar, não parou... eram berros absurdos.. eu quase não me ouvia falando com ela... então resolvi deixá-la chorando um pouco, e ela ficou uns 10 minutos jogada no chão berrando... resolvi colocá-la no castigo e só tirar quando ela parasse de chorar (sempre funciona quando ela está chorando sem motivo)... e lá ela ficou chorando mais uns 10 minutos...
Nessas alturas, eu e o Giovanno, que tínhamos ideia de tomar um terere descansando e conversando um pouco, já estávamos uma "pilha de nervos", tomando o terere sem nem sentir o gosto, em silêncio, sentados no escuro na sala, pedindo a Deus por paciência...
Ela parou... ufa... pediu para sair.. fui tirar e ela queria colocar o tênis, o Giovanno buscou os tênis e as meias, coloquei um pé e quando fui colocar o outro ela já não queria mais e começou a chorar tudo de novo... lá se foi mais um monte de tempo (já nem sei mais quanto, porque já havia perdido a noção de tempo e espaço) gritando... deixamos ela lá... não brigamos, não gritamos... e ela não parava... até que explodimos.... não deu mais... resolvemos brigar, dar bronca... e isso só fez ela chorar mais... saímos de perto porque já estávamos ficando fora de controle...
Ela parou... falou que queria xixi... corri levá-la no banheiro, tirei sua calcinha, sua saia e quando fui sentá-la na privadinha, meu Deus, parecia que o assento tinha fogo... ela não queria sentar de jeito nenhum, começou a gritar e se jogar... e como não tinha mais nenhuma gota de paciência nem no meu estoque nem do Giovanno, não queríamos bater nela, não queríamos traumatizá-la no banheiro, colocamos uma fralda e deixamos ela no berço... fomos para a sala tentar nos acalmar... ela ficou gritando mais uns 15-20 minutos.. resolvi tirá-la de lá, senão nem sei o que eu ía ser capaz de fazer.. levei-a para a sala e falei que ela ía jantar... foram quase 2 horas de choro e grito... ela jantou... daí falamos para ela brincar um pouco com os brinquedos... ai... começou a gritar de novo dizendo que não queria os brinquedos... o Giovanno guardou TODOS os brinquedos e foi tomar banho para se acalmar... eu fiquei na sala com ela aos berros, sentei no sofá e tive uma crise de choro... daí ela parou de chorar, veio me abraçar, beijar e pedir desculpa... aí que eu chorava mais ainda... e então "voltou ao normal", brincou, dançou...
Na hora de dormir ela pediu para ir dormir, fomos colocá-la como sempre, trocamos, escovamos os dentes, rezamos e ela vem pro meu colo tomar a mamadeira.. pronto, resolveu que não queria a mamadeira e começou a gritar e chorar de novo.. consegui fazê-la parar e tomar a mamadeira e quando fui colocá-la no berço, novo ataque... o Giovanno foi tentar dormir com ela na cama, uns 20 minutos depois, novo ataque... daí eu já tinha me recuperado e fui tentar acalmá-la... peguei no colo (mesmo sem poder, tendo uma contração atrás da outra, coitadinha da Laura), cantei, embalei e ela dormiu... ufa.... mas ficou a noite inteira tendo ataques de choro e gritos de "não"...
Hoje de manhã ela acordou o anjinho de sempre, mas foi só colocá-la no chão que já começou a se jogar e gritar... eu me desesperei, fui para a sala chorar, porque pensei que ía começar tudo de novo e eu ainda nem estou recuperada de ontem... mas foi uma crise passageira, dela e minha... voltei a mim e pensei que a adulta era EU e consegui reverter isso...
Não íamos mandá-la para aescola hoje, porque achamos que pode estar acontecendo algo lá, mas ela pediu várias vezes para ir, vai entender...
Não sei o que aconteceu ontem... só sei que hoje estou muito mal... porque perdi o controle, porque cheguei a ter vontade de espancar a minha filha... não tenho vergonha de admitir isso, sou humana, mas estou sofrendo muito com esse sentimento... estou de RESSACA...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

e passou mais um ano....

Não tem como não cair no clichê de dizer: "Nossa, como passou rápido, parece que foi ontem..." Mas parece mesmo...

Minha princesinha completou DOIS ANOS...

Nesses dois anos vivi os melhores e os piores momentos da minha vida... e não me arrependo de um segundo sequer...

É mágico ver e ser o facilitador do desenvolvimento de uma pessoa... e, meu Deus, como se desenvolvem rápido...

Corujisse à parte, a Gigi é muito esperta, carismática, comunicativa, ativa... e me orgulho muito porque grande parte disso tudo fui eu quem "construiu"...

Esse ano preparar a festinha dela teve um "gosto muito especial" porque ela entendia o que estava sendo feito, diferente do ano passado, onde a festa foi mais para nós do que para ela efetivamente...

Ela curtiu muito cantar o "Parabéns a você", ganhar os "pepentes", apagar a velinha (esse ano ela apagou eeehhhhh!!), ver tudo decorado... e eu curti junto... ver sua ansiedade durante a preparação, seu sorriso, sua carinha de alegria... ai, foi o melhor "elixir da felicidade" que se pode tomar...


"Filha, que Deus te dê muita saúde para você continuar a deixar a mamãe e o papai loucos com as suas artes... Parabéns!!!! TE AMO!!!"

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Morri por alguns minutos

Ontem vivi o pior pesadelo da minha vida...
Fui na consulta pré-natal, de rotina, e logo depois buscar a Gi na escola, que é pertinho do consultório... como cheguei uns minutos mais cedo, fiquei esperando o término do horário de aulas, não quis atrapalhar a rotina... tocou o sinal e a turminha dela demorou um pouco para vir, então, como tinha que buscar o Giovanno e fazer o jantar, resolvi buscá-la na sala... chegando lá, olhei pela janela e não a vi, imaginei que ela tivesse dormido, porque ela estava com sono quando foi para a aula... perguntei para uma das professoras onde ela estava e ela disse: "não sei"... e perguntou para a outra professora, que também não sabia... daí olhou no quarto e no banheiro que tem dentro da sala de aula e nada... já comecei a ficar com o coração acelerado... daí ela abriu a porta e falou, na maior calma: "vamos ver se ela está no berçário, porque ela gosta de ir lá" (??!!??)... já fui com passos apressados.. lá ela também não estava...

Nesse momento abriu-se um buraco sob meus pés, meu chão sumiu...

Eu não sabia o que fazer, onde procurar... eu só olhava para o portão enorme, aberto e ficava imaginando minha filha saindo por ele tranquilamente e então perdida por aí...
As professoras ficaram num corre-corre sem rumo procurando ela... eu corri na coordenadora e falei que não achavam a Giovanna... ela tentou me acalmar dizendo que não se perdiam crianças naquela escola... mas eu continuava vendo as professoras correndo desesperadas... eu fiquei meio sem reação... queria gritar, chamar.. não conseguia... queria correr, procurar... não conseguia... queria chorar, me desesperar... não conseguia...

De repente uma grita :"achei"...

Vlupt... o chão voltou para debaixo dos meus pés... o sangue voltou a circular nas minhas veias... eu voltei a respirar... mesmo assim, não consegui correr, não consegui chorar... não tinha uma estrutura de uma célula do meu corpo que não estivesse tremendo...

Cheguei perto dela, que estava no colo da primeira professora com quem falei e que chorava absurdamente (quase que eu tenho que acudí-la), e perguntei: "Filha, onde você estava?" e ela, com a cara mais inocente e sapeca do mundo, sem a menor noção do que estava acontecendo, me respondeu: "mamãe, eu tava codidinha no banheiro pá moiá o cabelo"...

Não me perguntem quantos copos de água eu tomei... só lembro que foram vááários, todo mundo me trouxe um... também não sei como saí da escola e cheguei, dirigindo, no Banco para buscar o Giovanno... eu devo ter sido guiada por Deus, ou alguém que me protegeu...
Quando cheguei em casa, parece que ela sentiu o que aconteceu... me deu um abraço que demorou muito... nessa hora eu desabei... chorei demais... e ainda choro... só de lembrar...

Foram os cinco minutos (acho) mais longos e terríveis da minha vida... por esse tempo eu perdi minha filha.... não queiram imaginar o que é isso, porque ninguém vai conseguir... por pior que você pense, não é nem perto do que realmente é...

Milhões de coisas passam ao mesmo tempo pela cabeça... onde ela estará?como estará?com quem estará?será que vou encontrá-la?não vou mais sentir seu cheiro, seu abraço, seu beijo... não vou vê-la crescer, se formar, casar... não vou ouvir sua voz me chamando, cantando, gritando... não vou mais ficar nervosa com suas artes, birras... não vamos rezar pro anjinho ficar "peiz" na hora de colocá-la para dormir... não vamos mais dar bom dia para o dia todas as manhãs... não vou ouví-la pedindo para cantar o cocoricó ou o txutxucão... não vou ensiná-la a cozinhar... não vou ensiná-la a andar de bicicleta...

Ficou uma "dor na alma"... vai passar... eu sei que vai...

Mas choro quando ela me olha e sorri... choro quando a vejo andando... sentando... levantando... cantando, falando, brincando.... choro...

Laurinha já teve sua primeria grande provação na vida... não nasceu.. ufa...

"Obrigada, Deus, por me permitir continuar guiando os passos dessa anjinha... por ter me permitido colocá-la para dormir ontem, em seu berço, bem tranquila e segura... por me permitir continuar dançando txutxucão no tapete da sala..."

Mãe, desculpa a vez que me escondi dentro da geladeira ou que sumi no zoológico...
Irmã, o susto que você me deu em Viçosa se fingindo de assaltante foi fichinha perto desse...

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Novo corte de cordão umbilical

Aqui estou eu, mais uma vez, toda chorosa, mas orgulhosa da minha pequena princesa...

Hoje foi seu primeiro dia de aula na escola nova... desde ontem estamos falando que ela vai.... arrumamos o uniforme, o material, a mochila, a lancheira... ela ficava falando que ía dar um beijo e um abraço na "popessoua" nova e que ela ía adorar a Gigi (de onde ela tirou isso?)...

Chegamos uns minutinhos atrasadas, e as turmas estavam todas no pátio fazendo uma oração inicial, fui com ela lá... a turminha dela estava toda sentada escutando a coordenadora falar... ela foi e se juntou, mas logo já ficou desconfiada, grudou em mim e ficou pedindo colo... terminada a oração, todas as turmas voltaram para as salas de aula.. a turma dela foi dar um passeio ao ar livre... aos poucos fui soltando sua mão e a deixei ir junto com "os amigos", como ela diz... ela foi... e logo estava liderando a fila... fiquei de longe observando minha princesinha... ela se destaca porque é a única loirinha da turma hehe fica fácil localizar... logo todos voltaram e foram para a brinquedoteca... chegando lá, ela encontrou uma casinha e tomou conta de suas portas e janelas... e eu, fiquei feito boba espiando bem escondidinha pela janelinha da porta da sala... e fiquei.... fiquei.... fiquei... vendo como ela é longe de mim... até o momento que eu estava tão absorta na minha paixão que me descuidei e ela me viu... lógico que me chamou e começou a chorar... a professora falou que não era eu, que ela tinha se enganado... esperei ela parar, se acalmar, o que não demorou muito, porque estava passando um DVD da Xuxa, e vim embora... para não correr o risco dela me ver de novo...

"Ai, minha linda... se você soubesse como é difícil vê-la crescer e se tornar independente... mas segue seu rumo... Mamãe sempre estará aqui, pronta a te guiar pelo melhor caminho..."

quinta-feira, 9 de julho de 2009

São tantas emoções

A vida de mãe é mesmo cheia de momentos emocionantes... a começar pelo dia que se faz o -argh!- exame de sangue, para confirmar a gravidez... e, com certeza, ainda vou postar muitos desses momentos aqui... sendo assim, lá vai mais um...
Ontem, fui dar uma volta na rua com a pequena e endiabrada Giovanna, tá difícil distraí-la sozinha em casa... ela é tão esperta que às vezes esqueço que ela tem apenas 1 ano e dez meses... então... estávamos andando pela calçada, e ela "falando pelos cotovelos" - ela não para um segundo, tem a língua solta - quando, de repente, passa uma moto fazendo aquele barulho que vocês sabem que eu "adoro"... lógico que a Gi assustou... daí ela parou, virou para mim e disse:" mamãe, Gigi tutou com a moto"... e, no mesmo momento colocou suas duas mãozinhas na minha barriga puxando a minha camiseta para baixo com força... eu falei: "o que é isso, filha?", e ela me respondeu, com sua carinha de anjo e segurando bem forte a minha camiseta:"cobre a barriga pa Laura não tutá"...
Nem preciso dizer que derreti... só não caí num choro porque estávamos na rua... mas me abaixei, cobrindo a barriga, e lhe dei um abraço bem apertando, tendo a certeza de que minhas duas princesas vão ser muito amigas e companheiras....