terça-feira, 12 de janeiro de 2010

1 mês de Laurinha em minha vida

Bom, prá começar vamos falar do parto (porque não falei nada até agora e tem várias pessoas me perguntando)... foi ótimo até o momento da cesárea... de verdade, ADOREI o parto normal, teria mais um monte de filhos se tivesse certeza que os partos seriam assim, mas como tive duas cesáreas, não posso mais ter o normal, dessa forma, "fechei a fábrica"... dói, mas é uma "dor boa", difícil explicar isso... é uma dor que dá prazer.. sei lá... depois que ela passa fica uma sensação boa...

Comecei a ter contrações a 1 da manhã da quinta (10/12) para a sexta-feira (11/12)... passei a noite toda assim, era uma dor forte que vinha e ia, mas bem descompassada, bem irregular... de manhã liguei para a obstetra que disse para esperar em casa até que elas ficassem regulares e com intervalos de mais ou menos cinco minutos entre elas...
Eu tinha um exame para fazer as duas da tarde da sexta.. ela disse para ir fazer... no caminho pro exame as contrações ritmaram de 3 a 5 minutos, ficaram FORTES... fiz o exame e fui pra maternidade... cheguei por volta de 4 da tarde, me examinaram e internaram... oba!!!a Laurinha ía nascer, mas a obstetra disse que provavelmente seria na madrugada do sábado (12/12 - o Gio adorou, porque ele queria que nascesse nesse dia, por causa da "sonoridade" da data - confesso que não acreditei muito nessa previsão dela)... eu estava tão feliz, ía ter meu parto normal... as dores são fortes... tem horas que vc quer bater em alguém... mas dá para aguentar.. a felicidade de ter chegado até ali como eu queria, a vontade de ver a carinha dela, compensava tudo... por volta de 8 da noite me colocaram numa banheira de hidromassagem e em mais ou menos uma hora, quase sem dor (a hidro ameniza MUITO) passei de 5 para 7 cm de dilatação... nesse momento pude receber a anlgesia... daí foi só maravilha... mas um saco, porque vc está na cama, sem poder fazer mais nada, só esperando a natureza agir.. as contrações continuam, mas vc não sente mais a dor, só o endurecer da barriga... lá pelas 3 da manhã cheguei nos tão esperado 10 cm de dilatação.. daí foi começar a fazer força.. a analgesia tava quase passando, e isso é importante porque vc consegue sentir a hora de fazer a força, mas vc não tá mais nem ligando para a dor.... e dá-lhe força força força... não sei dizer quanto de força eu fiz, porque nessa hora eu já tava bem cansada e não tinha muito mais noção de tempo.. mas lembro perfeitamente do momento que a obstetra pegou o fórceps... com muita dificuldade colocou e dá-lhe mais força força força.... então, ela montou um porta-agulha e começou a suturar o corte da episiotomia... nesse momento ela não precisou me falar nada... eu já sabia o que estava acontecendo... não queria acreditar... tinha vontade de chorar, de pedir para ela tentar mais um pouco... mas nem as lágrimas nem as palavras saíam de mim... foi quando ela disse:" Carlinha, não deu, vamos ter que ir prá cirurgia, ela tá muito presa e vai começar a ser perigoso para ela". Eu não tinha o que fazer... fui... rapidinho me prepararam, reanestesiaram e começaram a cortar.. nessa hora, o Giovanno entrou na sala.. e eu desabei a chorar... ficou uma sensação de fracasso.. sei que fomos até onde deu, que eu fui guerreira, afinal, contra todos, esperei até as 40 semanas e 5 dias, fui até o fim do parto normal, mas complicações alheias ao nosso controle impediram sua realização... mas queria ter sentido minha filha saindo de mim... as 4 e 35 da manhã escutei minha princesinha chorando, e só me tranquilizei quando a pediatra veio me dizer que o Apgar dela foi 9 e 10... pronto... estava tudo acabado, minha lindinha estava bem, era o que importava... os dias que se seguiram foram de uma recuperação física e psicológica que eu já conhecia... a cesárea é uma M... eu odiei na primeira e odiei mais ainda na segunda, não vou mentir, nem florear, dói prá caramba, e tem o problema de já ter uma filha, que quer colo, quer chamego, quer que você abaixe e levante, pule, dance, brinque...
Hoje faz um mês que ela nasceu... já engordou 1,2kg a custa de muito leite materno, está "redondinha"... hehe.. me sinto a Mimosa... mas sou muito feliz por poder amamentar minha filhotinha, adoro esse nosso momento.
Abraços

sábado, 12 de dezembro de 2009

Laura nasceu!!!

Chegou, de cesárea (argh!), as 4:35, de hoje, pesando 2,845kg e medindo 48,5cm, a mais nova princesa do meu castelo...

Laurinha, minha filha querida, seja bem-vinda... Que Deus te dê bastante saúde.. o resto a mamãe e papai se encarregam de promover...

Te amamos!!!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Tá chegando...

Faltam poucos dias para conhecer essa pessoinha que tanto (e gostosamente) se mexe dentro de mim...

Achei que, como seria a segunda, toda aquela ansiedade do nascimento da primeira filha não existiria... me enganei totalmente... quanto mais vai chegando perto da data prevista para o parto, maior é a ansiedade... e tô começando até a achar que está maior agora do que no outro parto... porque esse VAI SER NORMAL e tenho sentido várias coisas que não senti na vez da Gigi e toda hora acho que "chegou a hora" (mas não sou de alarmar ninguém)... e tem a expectativa de ver como a Gigi vai receber a irmãzinha, que ela tanto beija na barriga... se eu vou ser uma boa "mãe de duas"...
Os dias que eu ficar na maternidade serão os primeiros que dormirei longe da minha Gigi... fico pensando na saudade que sentirei dela... será que vou sentir "culpa" por ter que dar atenção para a Laurinha? mil pensamentos povoam a minha cabeça... as pessoas que me conhecem dizem que sou igual peru, que sofre de véspera... talvez dê tudo certo mesmo... e torço para isso... mas eu sempre avalio as possibilidades das coisas darem errado.... assim não sou pega de surpresa e já vou pensando na solução... mas realmente sofro com essas possibilidades que muitas vezes não ocorrem... ou seja, sofri a toa... mas não consigo ser diferente...
Na verdade eu só quero que a minha família seja feliz...
Abraços

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Pensamento positivo

Ontem foi o dia de fazer a transfusão.... eu olhava para aquela bolsa de sangue pendurada no suporte... pingando... pingando... pingando dentro de um "caninho" que estava conectado no MEU braço... e sabe que não acreditava que isso era real... não sei explicar... mas eu dizia para mim mesma: "meu Deus, EU estou recebendo sangue de outras pessoas..." a gente vê essas coisas em filmes, novelas, documentários e até com amigos/parentes... e nunca acha que vai passar por isso... tem horas que é tão bom ser leiga, não saber o que pode dar errado... na hora de dar apoio para alguém é tão fácil... as palavras "vai lá; faz mesmo; vai dar tudo certo; é o melhor que se tem a fazer" saem da nossa boca de um jeito fluente, seguro... mas quando a coisa é com a gente, é tão difícil acreditar nessas mesmas palavras...

Bom, mas está feito... e acho que fiz a coisa certa...

Obrigada a todos que me apoiaram...


Especialmente aos dois que "estão" nessa foto comigo e estiveram do meu lado nesse momento: meu marido (que está tirando a foto) e minha filha...



Abraços

domingo, 8 de novembro de 2009

Filha, escolhi VOCÊ!!!

Hoje estou me sentindo MÃE no sentido de amor e entrega mais profundo que essa palavra pode alcançar...

Durante algumas semanas me vi num dilema muito grande... mas foi nesses dois últimos dias que isso alcançou seu grau máximo, pois a decisão que me consumia tinha que ser tomada de uma vez por todas...

Tenho um tipo de anemia hereditária, "presentinho" da mamãe, que provavelmente vou dar para minhas filhas (desculpem, não tenho controle sobre isso, assim como minha mãe também não teve...), chamada talassemia menor... não vou entrar em detalhes, só nomear o problema.
O fato é que essa anemia está dificultando o crescimento da minha pequena Laura, deixando ela sem o oxigênio necessário para seu pleno desenvolvimento...

A solução: uma transfusão sanguínea...

E é aí que entra o dilema... Faço o procedimento, correndo um pequeno, mas real, risco de adquirir alguma doença... ou deixo que minha filha termine seu desenvolvimento com pouco oxigênio, correndo o risco de ter alguma sequela???

Foram muitas horas distribuídas entre manhãs, tardes, noites e, principalmente, madrugadas pensando nisso...

Quem seria a minha prioridade: eu ou minha filha?? Meu Deus... que decisão difícil de tomar...
Mas chegou a hora... porque se eu demorar um pouco mais, não vai adiantar nada fazer a transfusão...

Decidi fazer...

Estou com medo, não vou negar, MUITO medo... medo que alguma eventual doença não me permita acompanhar o desenvolvimento das minhas filhas (razões da minha vida), mas acho que o medo de ver alguma sequela na minha Laurinha seria maior...

Espero que Deus esteja olhando por mim e me proteja...

E, por coincidência, recebi, hoje, um texto por e-mail que, entre outras coisas diz: "Mas, maternidade é isso, é doar-se incondicionalmente em todas as circunstâncias, é abdicação, é força de vontade e determinação para cuidar daqueles que tanto desejamos trazer para este mundo."

Talvez seja um aviso de que tudo vai dar certo... e me fez ter mais certeza de que fiz a escolha certa...

Abraços